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Malha ferroviária deve crescer, mas só no longo prazo, dizem especialistas

Malha ferroviária deve crescer, mas só no longo prazo, dizem especialistas

O investimento no modal ferroviário é fundamental para que as empresas da macrorregião Campinas/Jundiaí/São Paulo/Sorocaba/Vale do Paraíba consigam ser competitivas no mercado e, com isso, aumentem a produção e auxiliem no crescimento econômico do país. É o que garantem as instituições e empresas ligadas ao setor em Jundiaí, como Ciesp, MRS e Contrail.

Entretanto, todos acreditam que esse tipo de investimento traga resultados a longo prazo, ao contrário do que garante o governo federal. Na segunda-feira (2), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ronaldo Fonseca, disse que em até sete anos o modal ferroviário seja maior do que o rodoviário no Brasil. A fala ocorreu no lançamento do Plano Nacional de Logística, em Brasília.

“Como as nossas indústrias podem se tornar competitivas com uma infraestrutura que causa problemas e custos diversos?”, questiona Gilson Pichioli, diretor de infraestrutura e logística da Ciesp, que também é diretor de fomento à indústria da Prefeitura de Jundiaí. Ele lembra que não há mais espaço para investimento no modal rodoviário: “Essa mesma macrorregião tem uma malha ferroviária importantíssima, que vai para todo o país e divisas internacionais. Porém como essa malha não é nova, demanda investimentos”.

Diego Bueno, gerente comercial da Contrail, empresa que controla o Terminal Intermodal de Jundiaí, vê a atitude do governo federal como pressão sobre o tabelamento do frete. “O que precisa de fato ser feito é a renovação das concessões da malha ferroviária. Ainda assim é um movimento lento, que não vai trazer reflexos de um ano para o outro”, destaca.

A MRS Logística, que controla as estradas de ferro que passam por Jundiaí, diz, em nota, que está trabalhando por essa renovação, mas não é possível prever se haverá investimentos no município. “Certamente o aumento do modal ferroviário trará mais empresas para Jundiaí, gerando mais empregos também”, frisa Pichioli.

 

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